quinta-feira, 24 de julho de 2008

Recomeçando...

Eu odeio o weblogger. Simplesmente não fui avisada que a hospedagem sairia do ar, lá se vão 5 anos de blog, e a única coisa que consegui recuperar foi o meu última texto... o resto? NUNCA mais verei! :(
Pff. Colarei o único texto que sobrou, escrito em março:


quinta-feira, 13 de março de 2008

"Pra que mentir
Se tu ainda não tens
Esse dom, de saber iludir
Pra que, pra que mentir
Se não há necessidade de me trair"

(Noel Rosa)

Faz sentido a dúvida do poeta. Por que mentimos? Às vezes é pra nos valorizar, por vaidade. Mentimos sobre nossa idade, nossas realizações, etc. Ou mentimos para preservar nossa liberdade. Vamos a um lugar e não contamos, compramos algo e escondemos. Mas não adianta querer minimizar as coisas: omitir é o mesmo que mentir. E quem mente por pequenas coisas vai mentir também sobre as grandes, correndo o risco de destruir um sentimento ou marcá-lo com feridas profundas, que aos poucos vão acabando com o desejo e a confiança. A lealdade é fundamental para uma pessoa se entregar a outra de corpo e alma.

Não esperamos nem perdoamos a mentira de quem diz que nos adora. Se pegamos o nosso sentimento numa mentira, seja ela qual for, a confiança é abalada e abre-se espaço para o ciúme. Esse terrível sentimento envenena a relação e, onde antes havia a entrega e a espontaneidade, passa a haver desconfiança e insegurança. Depois de sermos enganados uma primeira vez, qualquer falha, qualquer mudança no comportamento do outro desperta nossa dúvida e nosso medo. O alerta fica ligado. Se há sentimento, quem mentiu e não pretende repeti-lo precisa ter sensibilidade para deixar claras as suas intenções e assim tentar recuperar a credibilidade junto ao parceiro, embora não seja uma tarefa fácil.

Eu poderia falar mais e mais, só que um simples desabafo viraria um texto de auto-ajuda para grupos de ciumentos, desconfiados, obsessivos e afins. Essa não é a intenção. Eu poderia dizer também que o que escrevi não é ligado à mim ou algo ao meu redor, pois soaria como acusação e repetição!

A conclusão é: existem diferenças. O bacana de uma relação é a reciprocidade, aceitar um ao outro sem querer mudar. Dizer que aceita e depois realizar tentativas de mudanças também não é válido. Cada pessoa tem seu jeito, seus métodos, suas idéias. Caso deseje alguma mudança ou saciar suas dúvidas, tormentos e conflitos não são necessáros, diálogos são sempre justos, bem aceitos e teoricamente mais civilizados. E o fundamental: saber respeitar para exigir e obter respeito. Somos X e somos Y. E não tente mudar isso, apenas respeite!



Para vizualizarem o antigo, ainda no ar:

http://mybadreputation.weblogger.com.br

Um comentário:

Érica disse...

bem vinda ao blogspot...

=)