segunda-feira, 17 de novembro de 2008

no alarms and no surprises

Te dei metade de mim e você pendurou na beira da cama, junto das suas medalhas de lata.

Eu sei.

O ideal seria ficar na sua vida igual poeira, me espalhar em silêncio, não te atrapalhar os planos e rumos. Talvez você me deixasse amar assim distante, talvez te causasse orgulho um amor humílimo, pobre de consequências. Mas eu quis tão mais.

Quis muito e de tudo ficaram só vestígios, em certas gavetas, em certas horas da tarde quando eu costumava ter alguém com quem conversar e agora fico olhando o telefone. Em certas coisas que dividíamos e agora ficarão comigo, morando geladas na minha garganta. Você sim soube se espalhar, empoeirou a minha vida. Ocupamos agora um mesmo lugar no vazio de mim, eu te arrasto por aí, você pesa, queria te abandonar como um dono malvado que te arrasta numa coleira e de repente a solta no meio da multidão e foge. Mas você fugiu antes, quando eu limava os sonhos e enfeitava planos, enquanto eu juntava aqui dentro as moleculazinhas de esperança e de medo. Explodiram, você sequer soube, nem pode imaginar.

Eu quis demais. Abriguei um mar dentro de um coração, depois calei esse mar o quanto pude, mas o mar excedeu e ondulou além de horizontes e outros sete mares. Levou o que podia de mim, levou minha tendência a estar sempre distante das coisas, levou minha crença e minha fortaleza. Deixou esse gaguejamento, esse sem-fim de mini cacos dentro do peito, arranhando. Deixou você, que eu guardo. Que eu escondo. Que eu já apaguei.

Leve, enfim. uh!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

quase essência

Sou, basicamente, saudade e vontade, tristeza e felicidade. Talvez, uma parte de timidez e 5% de beleza. Sou curiosidade, fidelidade e sensibilidade. Sou criatividade, determinação e imperfeição. Sou inconstância, dedicação e paciência. Sou sentimento, momento e esquecimento. Sou ansiedade, orgulho e sinceridade. Concluindo, sou unidade, reflexo da imparidade.

domingo, 7 de setembro de 2008

Introvertion, Intuition, Thinking, Perception - INTP

Você vê tudo em termos de como essas coisas podem ser melhoradas, ou em como podem ser transformadas. Você passa a maior parte do seu tempo dentro de sua própria mente, fazendo uso da sua grande capacidade de analisar problemas complexos e de identificar padrões que se repetem, criando explicações lógicas para eles. Você busca a clareza em tudo, e é voltado para a construção de conhecimento. Você é o típico “professor lunático”, que valoriza muito a inteligência e a habilidade de aplicar lógica a teorias para encontrar soluções para os mais diversos problemas. Você é tipicamente tão voltado para transformar problemas em explicações lógicas que passa muito tempo vivendo dentro de sua mente e pode não colocar muita importância no mundo exterior. Sua inclinação natural a transformar teorias em compreensão concreta pode se tornar um sentimento de responsabilidade pessoal de resolver problemas teóricos e de ajudar a sociedade a se mover em direção a um nível mais elevado de conhecimento e de auto-compreensão.

Você adora novas idéias, e fica muito empolgado com conceitos e com teorias abstratas, obtendo muito prazer em discutir esses conceitos com outras pessoas. Você pode parecer “com a cabeça nas nuvens”, alienado e distante dos outros, pois gasta muito de seu tempo dentro de sua mente, pensando sobre teorias de como as coisas funcionam. Você odeia trabalhos rotineiros e prefere muito mais construir soluções teóricas complexas, deixando a parte de implementação dos sistemas para outras pessoas conduzirem. Você é intensamente interessado em teorias, e gasta, sem problema algum, muito tempo e energia para encontrar a solução para um problema que tenha intrigado seu intelecto.

Você tende a ser bastante tímido quando conhece novas pessoas, mas por outro lado, é muito autoconfiante e gregário quando junto a pessoas que você conhece bem, ou quando discute teorias que você compreende em total plenitude.

Você não compreende nem valoriza decisões tomadas com base em subjetividades pessoais e sentimentais. Você luta constantemente para chegar a conclusões lógicas para problemas e não entende a importância ou a relevância da aplicação de considerações subjetivas e emocionais às decisões. Por essa razão você nem sempre percebe o que as outras pessoas estão sentindo, e nem está naturalmente equipado para atender às necessidades emocionais delas.

Você é uma pessoa bastante independente, original, e nada convencional. Não é provável que você coloque muito valor em valores convencionais como os de querer ser bem aceito por todos ou por querer segurança em todos os aspectos da sua vida. Você possui um caráter complexo, e tem uma tendência a ser inquieto e temperamental. Fortemente engenhoso, possui padrões de pensamento que o permitem analisar idéias de através de novas maneiras. Conseqüentemente, diversas mudanças relacionadas ao pensamento científico mundial foram feitas por pessoas como você.

Você se encontra no seu meio ideal quando pode trabalhar com suas teorias de maneira independente, num ambiente que ofereça apoio ao seu gênio criativo e até mesmo excêntrico. Se esse for o caso, você poderá alcançar feitos memoráveis. Pessoas como você são pioneiras, contribuindo com novos pensamentos e idéias para a nossa sociedade.

Por Jung.
Ser canceriano é ser maluco!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

I believe in miracles!

i believe in miracles
i believe in a better world for me and you
i always said my girl's my good luck charm
if she could find a reason to forgive,
then i could find a reason to leave

Preferia ter tocado fogo nesse pseudo porto seguro há séculos! Ele empoeira, mas eu queria que pegasse fogo logo pra me livrar de tudo, e dessa dependência vagabunda (e momentânea)! Não gosto da sensação de uma dívida, nem do ar de falsa saudade. Me dá nojo. Sou mais que essa acomodação que eu aceito levar por puro hedonismo. Quero que você tire esse falso sorriso com ar de saudade e essa falsa quase promessa de perto de mim. Não dá pra consertar um passado tão podre e vazio mais...

sábado, 2 de agosto de 2008

Where is my mind?

Eu queria me dispersar (de novo).

Dividida em pedaços e solta em cada canto por aí: essa era (ou sou) eu. Quanto mais lutamos para nos desligar de algo que ainda respira, mais acabamos ligados um ao outro. Não quero ser prisioneira e não quero um prisioneiro. Só desejo que você fique bem, seja sincero consigo mesmo e se permita o que for... Respire, seja sincero. Um beijo para você, nessa sua testa de homem orgulhoso e inseguro, da carapaça dura, mas com o coração de purê de batata. Fique bem.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Recomeçando...

Eu odeio o weblogger. Simplesmente não fui avisada que a hospedagem sairia do ar, lá se vão 5 anos de blog, e a única coisa que consegui recuperar foi o meu última texto... o resto? NUNCA mais verei! :(
Pff. Colarei o único texto que sobrou, escrito em março:


quinta-feira, 13 de março de 2008

"Pra que mentir
Se tu ainda não tens
Esse dom, de saber iludir
Pra que, pra que mentir
Se não há necessidade de me trair"

(Noel Rosa)

Faz sentido a dúvida do poeta. Por que mentimos? Às vezes é pra nos valorizar, por vaidade. Mentimos sobre nossa idade, nossas realizações, etc. Ou mentimos para preservar nossa liberdade. Vamos a um lugar e não contamos, compramos algo e escondemos. Mas não adianta querer minimizar as coisas: omitir é o mesmo que mentir. E quem mente por pequenas coisas vai mentir também sobre as grandes, correndo o risco de destruir um sentimento ou marcá-lo com feridas profundas, que aos poucos vão acabando com o desejo e a confiança. A lealdade é fundamental para uma pessoa se entregar a outra de corpo e alma.

Não esperamos nem perdoamos a mentira de quem diz que nos adora. Se pegamos o nosso sentimento numa mentira, seja ela qual for, a confiança é abalada e abre-se espaço para o ciúme. Esse terrível sentimento envenena a relação e, onde antes havia a entrega e a espontaneidade, passa a haver desconfiança e insegurança. Depois de sermos enganados uma primeira vez, qualquer falha, qualquer mudança no comportamento do outro desperta nossa dúvida e nosso medo. O alerta fica ligado. Se há sentimento, quem mentiu e não pretende repeti-lo precisa ter sensibilidade para deixar claras as suas intenções e assim tentar recuperar a credibilidade junto ao parceiro, embora não seja uma tarefa fácil.

Eu poderia falar mais e mais, só que um simples desabafo viraria um texto de auto-ajuda para grupos de ciumentos, desconfiados, obsessivos e afins. Essa não é a intenção. Eu poderia dizer também que o que escrevi não é ligado à mim ou algo ao meu redor, pois soaria como acusação e repetição!

A conclusão é: existem diferenças. O bacana de uma relação é a reciprocidade, aceitar um ao outro sem querer mudar. Dizer que aceita e depois realizar tentativas de mudanças também não é válido. Cada pessoa tem seu jeito, seus métodos, suas idéias. Caso deseje alguma mudança ou saciar suas dúvidas, tormentos e conflitos não são necessáros, diálogos são sempre justos, bem aceitos e teoricamente mais civilizados. E o fundamental: saber respeitar para exigir e obter respeito. Somos X e somos Y. E não tente mudar isso, apenas respeite!



Para vizualizarem o antigo, ainda no ar:

http://mybadreputation.weblogger.com.br